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Como a redução dos custos de energia pode preparar a sua empresa para o futuro

Ao longo do último ano, as empresas têm enfrentado várias adversidades, muito devido ao aumento dos custos do gás natural, que obrigou, inclusive, algumas indústrias a cessarem a sua operacionalização, por não ser economicamente viável continuarem a atividade.

O aumento dos custos de energia

Um inquérito realizado pela Associação Empresarial de Portugal (AEP), e publicado em setembro de 2022, revelou que as despesas relativas ao gás natural triplicaram nesse ano para mais de uma em cada três empresas. Além disso, uma em cada seis indústrias também sentiu o custo da eletricidade a agravar na mesma dimensão.

As consequências desta situação são várias. O mesmo documento, que cobriu uma amostra com 1020 empresas, revelou que 17% dos inquiridos optou pelo encerramento parcial das suas unidades de produção e 18% admitiu o recurso ao lay off. Já seis em cada dez inquiridos identificou a redução da sua atividade como a solução para a situação vivida e oito em cada dez empresários decidiu que vai cortar no investimento.

Em agosto de 2021, meio ano antes de começar o conflito armado na Ucrânia, era anunciado que as tarifas do gás natural na Europa tinham aumentado mais de 1000% em relação a um mínimo histórico em maio de 2020, devido à pandemia de Covid-19. Nesse mesmo mês, comunicava-se que a era do gás natural barato tinha acabado e dava lugar a um período de energia muito mais cara, com previsões de criar um efeito cascata na economia global.

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Mais de um ano depois, em novembro de 2022, o Instituto Nacional de Estatística (INE) anunciou que o gás natural contribuiu em 0,5% para a subida de 0,8% da taxa de variação homóloga da inflação entre setembro e outubro. Os dados divulgados pelo organismo português revelaram que a variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi de 10,1% em outubro de 2022, a mais elevada desde maio de 1992.

O peso da energia nos custos e a necessidade de um plano de investimentos

O questionário lançado pela AEP revelou que, para um terço dos empresários, os custos energéticos pesam entre 20 e 40% nas suas despesas operacionais, mas há 14% em que esse peso vai dos 40 aos 60%. E para 2% dos inquiridos os custos energéticos pesam mais de 80% nos seus custos. O documento mostra também que apenas 8% dos inquiridos admite conseguir refletir totalmente a escalada da fatura energética no preço final de venda.

Os custos relativos à energia têm vindo a assumir, ao longo do último ano, um papel de destaque nos custos totais da atividade da média das empresas. Assim, é necessário que as indústrias adotem estratégias que tornem as suas instalações mais eficientes, com o objetivo de pouparem na fatura da energia, mas também de conseguirem ganhos mais expressivos num futuro próximo, além de uma vantagem relativamente à concorrência.

Um plano de investimentos que consiga ajudar a mitigar o aumento dos custos de energia pode significar um retorno significativo para as empresas. Para isso, é necessário efetuar uma avaliação dos projetos de investimentos em eficiência energética e criar objetivos com resultados a curto, médio e longo prazo, que se materializam num plano de ação. Este plano vai permitir desenvolver as medidas e procedimentos a adotar para direcionar os recursos dessa indústria às metas e objetivos estabelecidos, ajudando a definir a viabilidade global da atividade.

A aposta na inovação, sustentabilidade e produtividade 

Inovação. Esta palavra deve caminhar lado a lado com as empresas, porque as indústrias que inovam são as que criam maior e melhor competitividade relativamente à concorrência.

Pensar em inovação é também seguir projetos sustentáveis, desde os produtos à operacionalização dos processos, tendo em consideração medidas ambientais, sociais e económicas. Isto vai permitir às indústrias desenvolverem as suas atividades de forma sustentável consistentemente, além de contribuir para aumentar a boa imagem das próprias empresas.

O foco deve ser cada vez mais a transição energética, ou seja, a passagem de uma realidade com base nos combustíveis fósseis para uma mais focada nas baixas emissões de carbono, assente em fontes renováveis.

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É fundamental que no seio empresarial exista uma abordagem sistemática nas metodologias e ferramentas que potenciem a inovação, permitindo apresentar vantagens competitivas junto dos seus concorrentes e segmentos alvo, através da diferenciação dos seus produtos e processos pela inovação orientada para o mercado.

As empresas devem explorar as oportunidades de inovação e de novos modelos de negócio, relevando-se o papel da economia circular e da eficiência de recursos na criação de soluções inovadoras, eficientes, verdes e com emissões próximas de zero. As oportunidades que decorrem das simbioses industriais e de reaproveitamento de recursos com maior incorporação de materiais secundários e o aumento da reciclabilidade dos produtos também devem ser alvo de análise, numa lógica de otimização da cadeia de valor.

A CCENERGIA

A CCENERGIA existe desde 2004 e, com base na sustentabilidade e transição energética, tem trabalhado com todos os setores da indústria com o objetivo de melhorar a eficiência energética das empresas. O objetivo é criar um plano que ajude as indústrias a tomarem as decisões mais adequadas a cada uma, diminuindo os custos de operação e, consequentemente, aumentando a rentabilidade, de uma forma sustentável. Os resultados desse plano são partilhados e faz-se sempre um acompanhamento dos dados. Saiba mais sobre a CCENERGIA aqui.

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